O paradoxo da volta das férias

Disse no twitter e repito aqui:

É caído mesmo. Você fica refletindo sobre suas prioridades, se quer passar a vida toda num escritório, se não deveria estar vivendo cada dia como se fosse o último… Essas coisas meio clichê que volta e meia entram pela porta da frente da mente sem nem pedir licença, só pra te desestabilizar. Sabe?

Por outro lado, se não fosse o trabalho, eu nem teria dinheiro pra tirar férias de qualquer forma.

E eis  que o que era tristeza profunda da vida adulta, vira pura gratidão em uma questão de segundos. Com tempo de duração já previsível, diga-se de passagem: até a próxima frustração no trabalho ou, mais simples, até o próximo sinal de pôr do sol de domingo.

A minha cabeça dá um nó toda vez que eu penso nisso.

Não existe resposta genérica, destas que você aplica na vida de todo mundo e funciona. Cada caso é um caso e é isso que mata. Você tem que cavar a sua própria saída pro paradoxo, aceitando que as respostas da vida vêm em doses homeopáticas, sem a menor preocupação com os ansiosos, como eu, que clamam por uma injeção na veia de respostas prontas.

Sigo cavando mesmo assim. As próximas férias vem aí, né…

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